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Monstera Amarela

Palavras soltas sobre coisas improváveis, situações mundanas, mágicas inertes e sonhos nómadas.

Monstera Amarela

Palavras soltas sobre coisas improváveis, situações mundanas, mágicas inertes e sonhos nómadas.

03.Abr.17

A um toque da campainha

Isabel
Quando a enfermeira também precisa de um divã   Eu estou a construir uma teoria, nasceu de uma ideia que preenche muito até demasiado tempo dos meus pensamentos. Vou passo a passo que isto anda devagar e um dia prometo que terei um livro sobre este tema. Vou expor verdades, segredos obscuros. Eeeeeee aqui vai, não se assustem, mas acredito que uma pessoa doente ganha um instinto, uma qualidade se virmos de outro jeito, que tanto mas tanto azucrina os enfermeiros.   E que aptidão (...)
05.Mar.17

Quando a enfermeira também precisa de um divã

Isabel
Quando entras num quarto e vem logo aquele ar, aquela lufada que não precisas que ninguém te diga mais nada, é certo e sabido. Directa e artilhada com tudo o que houver para limpar este mundo e o outro, vais confiante, sem medos e diriges-te ao doente e reparas que as mãos ja há muito que foram brancas cor de pele, agora estão uma mistela de sujidade, luvas castanhas até quase a roçar o ombro.   Cautelosa, que há perigo iminente ali, sem muitas pressas e atenta ao teu redor (...)
24.Fev.17

Quando a enfermeira também precisa de um divã

Isabel
Depois de cinco noites a dar no duro com muito caos e demência, não era eu a doida, garanto. Fiz a última, antes disso, amarrou-se ainda um senhor à cama tal era a desordem que ia no serviço. Saí, fui para casa. Dormi três horas, fui almoçar. Passei o dia fora, voltei a casa, tentei adormecer, não estava acontecer. O corpo não queria, recusava-se, ele queria festa, sambar para algum lado, fazer um jantar para vinte pessoas, escrever um livro, correr quilómetros, aprender uma (...)
21.Fev.17

Quando a enfermeira também precisa de um divã

Isabel
Dou por aberto uma rubrica nova, onde o tema é esta nobre profissão, segundo a minha mamacita, que escolhi. Se é realmente nobre já acho um tema discutível. Desgostos, alegrias e desabafos de uma enfermeira desterrada em Hamburg.   Ando de noites, cinco ao todo. E como eu gosto das noites, da calmaria, do estar sozinha para 24 doentes, se não forem 26, visto que, temos não oficiais, duas camas de corredor. Daquele silêncio bom que é ocasionalmente perturbado por uma campainha a (...)